San Pedro de Atacama está a 2400 metros acima do nível do mar, uma altitude considerável para nós brasileiros. Ao chegar na cidade, é bem comum passar por algum desconforto, como dores de cabeça, dificuldade em respirar, náuseas ou cansaço ao fazer pequenos esforços, sintomas que geralmente desaparecem em até três dias. Há também os sortudos que não sentem absolutamente nada!

Os passeios no Atacama variam muito em relação à altitude, e é recomendável que se faça em ordem crescente para que o corpo não sofra tanto com a baixa quantidade de oxigênio.

Vulcões Licancabur (maior) e Juriques (do lado esquedo do Licancabur)

O tour para a Laguna Cejar é um dos mais indicados para os primeiros dias em San Pedro, já que a altitude máxima alcançada no passeio é quase a mesma da cidade (+-2500m).


Não deixe de conferir: Deserto do Atacama – Sugestões de roteiro de 3, 5 e 7 dias!


Sobre o tour

O passeio sai de San Pedro às 15:45. Nos encontramos na 123Andes, onde conhecemos nosso grupo e o guia daquele dia, o Ricardo – mega elogiado nas avaliações da agência no TripAdvisor

A van era novinha e o grupo tinha somente 8 pessoas. (Quem aí também ama grupos pequenos? :D)

Enquanto seguíamos para a Laguna Cejar, que não é muito longe de San Pedro, Ricardo ia nos contando sobre algumas plantas nativas da região, algumas com propriedades medicinais ou utilizadas na culinária local.

Plantas e sementes do Deserto

De repente a van parou, ele desceu e começou a pegar algumas coisas no chão. Voltou com as plantinhas para que pudéssemos provar 💚

Conhecemos plantas do deserto como a rica rica, o algarobo, o cachiyuyo e algumas outras.

Laguna Cejar

Depois da degustação das plantinhas, seguimos para a primeira parada do tour: a Laguna Cejar.

Lá é preciso pagar uma taxa para visitar as lagunas (Cejar, Piedra e Baltinache), que são administradas pela Comunidade Atacamenha de Solor.

Até 2014, o valor cobrado era de apenas 2.000 pesos, mas com o constante crescimento do número de visitantes e a degradação do local, decidiram por aumentar para 30.000 pesos (aproximadamente R$180,00 😯). Hoje em dia o valor cobrado é de 15.000 pesos (cerca de R$90,00).

Plaquinha na Laguna Cejar

A Laguna Cejar, famosa por sua concentração de sal maior que a do mar morto, atualmente só pode ser contemplada de longe.

De acordo com o Ricardo, o acesso à laguna não é mais permitido por conta dos cristais de sal ao seu redor, que podem acabar cortando ou machucando os turistas.

Ficamos ali admirando a paisagem por alguns momentos, tiramos fotos e depois seguimos para o outro lado, onde ficam as outras duas lagunas – Piedra e Baltinache.

Laguna Cejar
Ao fundo, a Laguna Baltinache

Na Laguna Baltinache também não é permitido entrar. Fomos até lá rapidinho para fotografar e voltamos para a Piedra, onde finalmente poderíamos conhecer a sensação de entrar na água e não conseguir afundar! 😁

Tinha uma quantidade razoável de pessoas na Laguna, mas ainda assim foi possível encontrar um cantinho pra deixar nossas coisas e curtir esse momento sem maiores preocupações.

A parte mais difícil talvez seja entrar na água, pois apesar do calor que faz de fora, ela se mantém geladinha. Na verdade, MUITO geladinha, mas sim, é possível. 😅

Laguna Piedra

Depois dessa fase de adaptação com a temperatura, vem a fase de adaptação com aquela história de não afundar. Sério, é muito diferente e se movimentar ali dentro requer alguns minutos de pânico concentração e perseverança – 😂😂😂 – mas no final dá tudo certo e a gente acaba gostando da brincadeira.  

Algumas pessoas sem noção sem muito juízo pulam dentro da água, mas sinceramente recomendo que você entre pelas margens da lagoa, devagarzinho, e evite molhar o rosto e o cabelo.

Há uma estrutura bacana com banheiros, duchas de água doce e vestiários, mas dependendo do horário a fila pode estar um tanto grandinha.

Existe uma parede com várias duchas em local aberto (e do outro lado dessa parede também tem). Tire o excesso de sal ali (acredite, você ainda vai estar meio salgado (a) pelo menos nos próximos 3 banhos rsrs) e lembre-se: você está num deserto, então a água doce deve ser usada com consciência.

Da laguna até as duchas a roupa fica quase petrificada e a pele coberta por uma grossa camada de sal (lembra que falei pra não molhar o rosto nem o cabelo, né? De nada! ahahah).

Nos esquecemos de levar roupas extras nesse passeio, mas acabou nem fazendo muita falta já que o sol nos secou rapidinho.

Se você quiser, pode levar roupas e trocar nos vestiários lá.

Pelo roteiro tradicional, depois da Laguna Cejar deveríamos parar nos Ojos del Salar, e de lá seguir para a Laguna Tebinquinche, onde veríamos o por do sol.

Porém haviam muitas pessoas nos Ojos e o Ricardo nos propôs inverter as duas atrações, para que pudéssemos aproveitar ambos os lugares mais vazios. Lugar vazio é com a gente mesmo e topamos a mudança 😄

Laguna Tebinquinche

Na Laguna Tebinquinche também é preciso pagar uma taxa de visitação, no valor de 2.000 pesos (+ou- 6 reais).

Caminhamos pelas margens da Laguna por aproximadamente uma hora. É importante respeitar os limites das trilhas para não prejudicar a conservação do local. Em dias sem vento é possível fazer fotos liiiindas com o reflexo dos vulcões na água 💚

O (lindíssimo) Vulcão Licancabur refletido!
Da esquerda para a direita: Mônica, Ricardo, Fábio e Geisi

Algo que chama a atenção é a existência de microbialitos – ou rocas vivientes –  que são consideradas por muitos estudiosos como a primeira evidência de vida na Terra (são essas ondulações no chão que se vê na foto acima).

Ojos del Salar

Ao final da trilha corremos para a última parada e nosso primeiro por do sol no deserto: os Ojos del Salar.

Os Ojos são dois lagos de água doce com formato circular e origem desconhecida – existem muitas teorias sobre isso, como busca por petróleo, queda de meteoritos e há quem diga ser uma formação natural, por conta de uma depressão abaixo da terra.

Uma das duas lagunas que formam os Ojos del Salar

O sol já estava baixando quando o Ricardo disse que faria um vídeo do grupo, tipo mannequin challenge. Ficou seeeensacional, daí já dá pra perceber que ele é um guia diferenciado, né?

Primeiro por do sol no desertoDepois disso ficamos fazendo fotos do por do sol enquanto ele preparava o coquetel que é oferecido pela agência – tem pisco, suco, refrigerante, Ruffles, salaminho, queijo, azeitona e uma pastinha maaaravilhosa de cream cheese e shoyu. No final o Ricardo sugeriu adicionarmos rica rica (uma das plantinhas que falamos no começo do post!)  aos petiscos e o temperinho chileno fez muito sucesso também.

Para encerrar o dia com chave de ouro, ficamos admirando a lua cheia que nascia do outro lado! Tãããão linda e enorme que parecia outro sol.

Pensa se dava vontade de ir embora dali? 💚

Lua nascendo no deserto

Informações importantes:

  • Leve protetor solar, boné ou chapéu: o sol é muuuito forte no Atacama e logo no primeiro dia já senti os efeitos do clima seco, como nariz sangrando e lábios rachados. Ah! Só não se pode passar protetor solar antes de entrar na Laguna Piedra, pois o óleo do produto se junta na superfície da água e pode fazer mal aos flamingos e outras aves que frequentam o local;
  • Leve roupa de banho para curtir a sensação de flutuar na Laguna e uma troca de roupa para usar depois;
  • Vá com roupas leves e confortáveis;
  • Leve pelo menos 1,5 litros de água por pessoa;
  • Leve dinheiro (pesos chilenos) para pagar as entradas – 15.000 na Laguna Cejar e 2.000 na Laguna Tebinquinche;

O tour custa 25.000 pesos*** (mais as taxas de visitação: 15.000 pesos na Laguna Cejar e 2.000 pesos na Laguna Tebinquinche), em veículo e guia exclusivos da agência e um coquetel.
*** valor em março de 2018

Para maiores informações fale com o Elias ou com o Rafael: [email protected] ou pelo whatsapp: +56 9 5238-6850. 


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Author

Mineira, 31 anos, formada em Sistemas de Informação com Pós em Administração e Marketing. É apaixonada por viagens, principalmente aquelas que possibilitam visitar novos lugares e conhecer novas culturas. Passa horas na internet lendo relatos de outros viajantes e adora contar suas experiências nas redes sociais e no blog.

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