O Salar de Tara foi o nosso penúltimo tour no Atacama e o último feito com a agência 123Andes*. Apesar de já termos conhecido muitos lugares no deserto, nem se passava pela nossa cabeça tudo o que iríamos ver naquele dia.

 

Fomos ao Salar de Tara no nosso 5º dia no Atacama. Deixar este passeio para o final não foi por acaso: fizemos esta escolha pensando na altitude. A região percorrida nesse tour pode beirar os 5000 metros acima do nível do mar!

Se você está chegando aqui no blog agora, saiba que é importante se aclimatar antes de fazer os passeios mais altos para evitar o soroche, também chamado de mal de altitude.
O soroche nada mais é do que a forma que nosso corpo responde à baixa pressão atmosférica. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, tontura, cansaço, náuseas e insônia. No post sobre os Geysers del Tatio, a gente explica com mais detalhes sobre esse vilão das grandes altitudes.

Quer saber tudo sobre o tour pelo Salar de Tara? Vem que eu te conto JÁ!


Sobre o Salar de Tara

O Salar de Tara fica a aproximadamente 140km de San Pedro de Atacama e, por causa da distância, esse tour é feito em um dia inteiro. Saímos cedo, às 7:30, e retornamos por volta de 15:00h.

Este é o único tour onde não há cobrança de ingresso! 😛

Neste passeio está incluso café da manhã e almoço (lembrando que o horário e o tipo de alimentação oferecida pode variar de agência para agência).

Catedrais de Tara

O Salar de Tara faz parte da Reserva Nacional Los Flamencos. Esta é a mesma reserva onde fica a Laguna Chaxa, que visitamos no tour das Lagunas Altiplânicas.

É importante saber que para chegar às Catedrais de Tara (já já conto mais sobre elas!) e ao Salar, é necessário sair da rodovia e seguir pelo deserto, sem sinalização alguma – apenas marcas de pneu na terra. Por isso,  recomendamos que você faça o tour com agência.

Vicunhas <3

Sobre o tour

Mais uma vez, nosso guia foi o Ricardo! 😀

Só a bagunça dele já faria o tour valer a pena, mas o tour em si é impressionante e passa por lugares lindos! (Se você já leu os posts sobre os outros passeios sabe que falamos isso em todos, mas não tem jeito: o Atacama é mesmo surpreendente 💚)

Primeira parada: Mirante vulcão Licancabur

Saindo de San Pedro de Atacama, seguimos pela Ruta 27, que leva ao paso internacional Jama (fronteira com a Argentina).

Em um ponto da estrada, bem perto da fronteira com a Bolívia, fizemos uma parada para fotos. Esta paradinha foi nas margens da rodovia mesmo, em meio à vegetação baixinha e dourada que refletia os primeiros raios de sol, com os vulcões Licancabur e Juriques ao fundo.

A vista é linda e é mais uma oportunidade de fotografar o vulcão mais fotogênico do Deserto 💚

Mirante para o Vulcão Licancabur

Nesta primeira parada, já estávamos a cerca de 4000 metros acima do nível do mar. Então vale relembrar algumas dicas para altitude:

  • evite abaixar e levantar-se rapidamente;
  • beba bastante líquido;
  • caminhe devagar.

Segunda Parada: Monjes de La Pacana

Também conhecidos como Sentinelas de Tara ou Moais de Tara, são enormes formações rochosas esculpidas pelo vento há milhares de anos e que se erguem sobre a planície próxima ao Salar de Tara.

Esse da foto, em especial, lembra muito um Moai da Ilha de Páscoa:

Um dos Monjes de La Pacana (ou Moais de Tara)

Outra rocha que fica próxima ao Moai lembra o perfil de Pablo Neruda, famoso poeta chileno.

Essa paradinha também é estratégica para quem quer utilizar o baño inca (ou seja, a natureza 😅). Na verdade, o único banheiro (químico) disponível nesse tour é no final da trilha entre as Catedrais e o Salar de Tara, onde tomamos o café da manhã.

Não esqueça de levar papel higiênico e um saquinho para recolher seu lixo!

Um dos Monjes de La Pacana, com mais de 20 metros de altura!

Muitas fotos depois, voltamos para a van para continuarmos o passeio.

De repente, o Ricardo parou a van no meio do nada e começou a procurar alguma coisa no chão. Ninguém tava entendendo nada, até que ele pegou duas ‘pedras’ e começou a bater uma na outra. No começo imaginei que ele queria fazer fogo (?) no meio do deserto kkkkk, mas aí uma das pedras se partiu e ele nos mostrou seu interior: era pretinha, brilhante, diferente de tudo que já havíamos visto até então.

Foi aí que ele explicou que aquilo eram pedras vulcânicas, resultado da erupção de vulcões da região há muuuuito tempo atrás.

Por fora todas as pedras ali no chão pareciam iguais, mas depois de nos ensinar a identificar uma sutil diferença na superfície dessas pedras, começou a caça: todo o nosso grupo queria encontrar uma pedrinha dessa para guardar como recordação.

Pedra vulcânica

Nos espalhamos e sempre que encontrávamos alguma pedra parecida, corríamos até o Ricardo para que ele pudesse partir e ver se era ou não a tal da pedrinha vulcânica.

Além da preta, encontramos algumas vermelhas e marrons – essas duas últimas são mais raras. Ah! Muito cuidado ao manuseá-las depois de quebradas, pois elas cortam como vidro.

Depois de garantir a lembrancinha de todo mundo, seguimos para as Catedrais de Tara, e ficamos ainda mais extasiados com a paisagem!




Terceira parada: Catedrais e Salar de Tara

As Catedrais de Tara são enormes paredões, que mais parecem sentinelas guardando o Salar de Tara.

As fotos não conseguem mostrar a grandiosidade do lugar. Por isso recomendo que você não pense duas vezes e vá ver com seus próprios olhos – garanto que vai se impressionar também!

As incríveis Catedrais de Tara
O Salar de Tara faz parte da Reserva Nacional Los Flamencos

O Ricardo nos deixou próximo às catedrais e seguiu com a van até o final da estrada, onde nos encontraríamos para tomar o café da manhã.

Descemos devagar por uma pequena trilha (que percorremos em aproximadamente 30 minutos), fotografando e apreciando a vista.

Assim como em diversas outras atrações do Atacama, a trilha é demarcada com pedras e não é permitido ultrapassar seus limites – tanto o guia quanto o turista podem acabar levando uma bela multa caso infrinjam a regra.

Salar de Tara
Salar de Tara
Salar de Tara

Ao final da trilha, que é bem curtinha e de nível fácil, chegamos à margem da lagoa, onde os guias preparam o café da manhã (ou almoço) para seus turistas.

É aqui que fica o único banheiro do tour, daqueles químicos. Se não me engano custa 500 pesos e tem papel higiênico (um pedacinho, pra ser mais exata 😂). Na dúvida, leve o seu!

Foto panorâmica do Salar de Tara
As Catedrais de Tara vistas do Salar de Tara

Aqui vai minha única reclamação sobre o tour: não sei se o café é sempre servido nesse horário, mas o nosso foi servido após as 11 da manhã e eu tava mooorta de fome. A sorte é que em todos os passeios levei um lanchinho na mochila e foi ele que me salvou 😰.

Hora do ‘desayuno’!
Café da manhã – destaque para o doce de leite no cantinho direito da foto rsrs

Na volta, já com a barriguinha cheia e mais feliz, o Ricardo parou a van perto de um paredão de pedra, onde fizemos novamente um videozinho estilo Mannequin Challenge (veja os outros dois nos posts da Laguna Cejar e do Valle de La Luna!)

Depois, tivemos um tempinho livre pra ‘escalar’ as pedras e fazer fotos. Aqui sentimos um pouquinho os efeitos da altitude: qualquer corridinha de 5 passos já era suficiente pra deixar a gente sem fôlego!

Retornamos para a van e continuamos o caminho de volta a San Pedro, passando ao lado de imensas rochas e paredões que continuavam nos impressionando.

Vista incrível das Catedrais e do Salar


Quarta parada: Laguna Diamante

Paramos na Laguna Diamante por alguns minutos para fotografar, já na volta para San Pedro.

De coloração esverdeada, ela fica às margens da Ruta 27 e reflete as montanhas ao redor e o Cerro Pili, lá atrás, com o pico nevado.

Laguna Diamante e o Cerro Pili ao fundo

Ventava um pouco no dia, a água ficava se movimentando e infelizmente não deu pra registrar o ‘espelho’, mas ainda assim a vista era linda 💚

Um quase reflexo do Cerro Pili na Laguna Diamante

Quinta parada: Humedal de Quepiaco

Também chamado de Vegas ou Bofedal de Quepiaco, é um aquífero que fica às margens da Ruta 27. Por lá existe um mirante para a lagoa.

Com uma vegetação baixa e amarelada, o local serve de lar e alimento para diversas espécies de aves. Também é comum ver por ali lhamas e vicunhas.

Essa foi a última parada do tour. Daqui, seguimos para o restaurante em San Pedro, onde almoçamos.

Humedal de Quepiaco

Almoço no restaurante Cabañas Chiloé

Chegamos em San Pedro por volta de 15:30h, e seguimos direto para o restaurante Cabañas Chiloé, que fica na rua Domingo Altienza, pertinho da Caracoles. 

Havia uma mesa reservada para o nosso grupo –  e o almoço incluía uma bebida, entrada, prato principal e sobremesa.

Restaurante Cabañas Chiloé

Havia duas opções de entrada (sopa de quinoa com carne ou jamón a la jardinera) e três opções de prato principal (espagueti com molho de camarão, arvejado de pollo, que é algo como um frango ensopado, e porotos con chorizo, uma espécie de caldo de feijão com carne). A bebida era Coca-cola e a sobremesa era semola con leche (lembra um pudim de baunilha). Os pratos eram enormes e a comida bem gostosa!

O almoço estava incluso no valor que pagamos pelo tour, mas na placa logo na entrada do restaurante dizia que o menu do dia (essas opções que citei acima) custava 6.500 pesos, aproximadamente R$40,00.

Depois do almoço, nos despedimos do grupo e do Ricardo, já que era nosso último tour com eles, e seguimos para o hostal pra descansar. À noite ainda faríamos o Tour Astronômico e no dia seguinte a tão esperada ascensão ao vulcão Lascar! 💚

Almocinho delícia!

E aí, ficou com vontade de conhecer o Salar de Tara também? 😀


Informações gerais:

O que levar no passeio:

  • Pelo menos 1,5l de água por pessoa;
  • Câmera fotográfica, bateria e carão extras;
  • Lanchinho (biscoitos, chocolate, etc);
  • Papel higiênico/saquinho de lixo;
  • Protetor solar, boné/chapéu e óculos de sol;
  • Se vestir em camadas – no começo do tour faz muito frio, na metade do dia já começa a esquentar;

Quanto custa?

Passeio: 75.000 pesos chilenos*** por pessoa
***valor em março/2018

Contato da Agência 123Andes

email: [email protected]
Whatsapp: +56 9 5238 6850


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Author

Mineira, 31 anos, formada em Sistemas de Informação com Pós em Administração e Marketing. É apaixonada por viagens, principalmente aquelas que possibilitam visitar novos lugares e conhecer novas culturas. Passa horas na internet lendo relatos de outros viajantes e adora contar suas experiências nas redes sociais e no blog.

9 Comments

  1. Pronto…lá vem outro post ótimo com fotos incríveis do Atacama….isso só pode ser um prenúncio….rs Adorei.

    • Flávio Borges Reply

      Não é culpa nossa, Andrea! Não dá para ir ao Atacama e não voltar com fotos incríveis haha

      Abraços!

  2. eu gostei muito do salar de tara, apesar de ser mais sofrido e q passei friooo hauehuae mas achei q deu um glimpse melhor do deserto, foi super divertido!

    • Flávio Borges Reply

      A gente foi em março, o clima estava super tranquilo. Mas acho que mesmo se tivesse frio, teríamos aproveitado da mesma forma.. as paisagens de lá são lindas demais!

      Abraços

  3. Realmente impressionante! Que paisagens lindas neste pedaço insólito do planeta. Tantas matizes e tanta coisa surpreendente que não me canso de ver as fotos!

  4. Fascinada! Simplesmente! O Deserto do Atacama esta na minha bucket list ha muito tempo e eu sou louca para conhecer! As fotos estao MARAVILHOSAS e a experiencia deve ser, no minimo, incrivel!!!!!!!!!

    • Flávio Borges Reply

      Olá Nadine!

      Só te falo uma coisa: só vai! 😉

      Abraços

  5. Nossa, que paradas incríveis, que paisagens lindas! Amei a Laguna Diamante e também a vegetação dourada. Lindo demais! Este destino está na nossa lista faz tempo, mas ainda não deu. Ah, adorei a dica do lanchinho, porque também achei o café da manhã muito tarde.

    • Flávio Borges Reply

      Oi Michela! Tudo bem?

      A Laguna Diamante realmente é incrível! Também me apaixonei nela!

      Sobre a viagem, se planeje e risque este destino da sua lista. Tenho certeza que você vai amar 😉

      Abraços

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