Depois de definir o Chile como nosso destino, compramos as passagens no site da Tam com 9 meses de antecedência. Foi um dos melhores preços que encontramos desde que começamos a acompanhar as tarifas: por duas passagens ida e volta, saindo de Belo Horizonte (Aeroporto de Confins), conexão em São Paulo (Aeroporto de Guarulhos) com destino a Santiago, pagamos R$885.47, já com impostos. Embarcamos no dia 19 de julho às 05:55 em Confins, e em mais ou menos uma hora já estávamos pousando em SP.

A parte cruel da viagem começava nesse momento… 5 longas horas de conexão no aeroporto de Guarulhos. E foram realmente longas pois o  wi-fi do aeroporto só funcionou na primeira hora, após isso era necessário vender um rim (ou quase isso haha) para poder continuar usando. Ponto pra Confins já que lá o wi-fi é liberado (pelo menos durante nossas quase três horas por lá). Às 12:45 em ponto já estávamos decolando com destino ao Chile (*-*).

A melhor parte do voo foi quando atravessamos a Cordilheira, já chegando em Santiago. Nosso assento era do lado esquerdo do avião e a vista foi incrível! Foram pouco mais de quatro horas de viagem até chegar a Santiago, com pouca turbulência e lanchinho servido pela Companhia.

Santiago
Vista da Cordilheira dos Andes.

Desembarcamos, pegamos nossas malas e seguimos para o guichê da Transvip, empresa chilena especializada em transfer e que fica logo na saída do aeroporto junto ao guichê de táxis. Antes, trocamos R$300,00 em uma casa de câmbio (Afex) dentro do aeroporto para os gastos com transfer e para comprar alguma comidinha.

Voltando ao transporte, pagamos 6.400 pesos por pessoa em um transfer compartilhado, ou seja, a van aguarda por alguns minutos a chegada de mais pessoas com o mesmo destino que o seu. Em menos de 10 minutos nossa van saiu e logo nos deixou onde iríamos nos hospedar.

Santiago
Santiago à noite visto da janela do apartamento que ficamos.

O que fazer em Santiago?

No dia seguinte, acordamos bem cedo, ansiosos pelo primeiro dia em terras chilenas, porém o ‘dia’ demorou um pouco pra começar… 7, 8 horas da manhã e nada de amanhecer! E isso me incomodou bastante durante o tempo em que estivemos no Chile, já que aqui no Brasil amanhece cedinho. Lá o sol dava as caras por volta de 9 horas da manhã, e a maioria das lojas começava a abrir só depois das 10h.

Saímos assim que amanheceu em busca de uma casa de câmbio e do nosso café da manhã.  Primeira parada: Starbucks! Pedimos chocolate caliente e croissant Frambuesa Queso, tudo delícia! Depois seguimos para a rua Agustinas, que é cheia de casas de câmbio para pesquisarmos a cotação. A melhor era de 180 pesos para cada Real. =(


Que tal conhecer uma vinícola no Chile?  Saiba como é o Tour Tradicional na Concha Y Toro!


Continuamos andando e sem querer chegamos ao Palácio de La Moneda, bem na hora da troca de guarda! Assistimos até o final e já que fazia sol, resolvemos  aproveitar o dia para subir os cerros, pois a ideia era ver a Cordilheira lá de cima.

Santiago
Cerimônia de troca de guarda.

Diquinha esperta: durante toda a viagem usamos o Here Maps pra Android, baixamos os mapas do Chile pra usar offline e nos viramos super bem com ele.

O primeiro cerro (e mais próximo de onde estávamos) foi o Santa Lucia. A vista lá do alto é linda e vale demais o passeio, dá pra ir andando numa boa.

Museu Bellas Artes
Museu Bellas Artes

O Cerro San Cristobal é um pouco mais longe e optamos por ir de metrô, passando pelo (lindo!) Parque Forestal com destino à estação Bellas Artes. Descemos na estação Patronato (mais tarde descobri que a mais próxima seria a Baquedano). Já era hora do almoço e no caminho paramos num restaurante que nos pareceu mais limpinho haha. Pedimos salmão grelhado e suco de framboesa (esse suco me mata de saudade… Tá, o salmão também, vai!). Mais uma caminhada básica até o Cerro San Cristobal e ao chegar nos surpreendemos ao ver o tamanho da fila para o funicular (algo parecido com um bondinho), porém como não havia a menor chance (nem disposição) de fazer o trajeto a pé, o jeito era esperar. Antes, uma visita à feirinha ali ao lado pra comprar uma meia calça térmica (5.000 pesos).

Longos minutos depois (leia-se horas), chegou a nossa vez (de pagar, pois a fila lá dentro dava voltas e voltas). Subida + descida (sem parar no zoológico) custam 2.000 pesos por pessoa e é preciso apresentar o ticket em ambos os trajetos. Lá em cima provamos o curioso mote com huesillos, bebida típica que, digamos, decepcionou um pouco. Além da calda super hiper mega doce, é impossível comer aquele pêssego com a colher de plástico que acompanha a iguaria. Tentei por alguns instantes sem sucesso e desisti. Menos um item da wishlist.

Caminhamos um pouco, tiramos fotos e… descemos. Não andamos pelo Cerro todo pois o lugar é imenso.

Santiago
Funicular

Mudando de assunto, o Bairro Bellavista (onde fica o Funicular) nos pareceu ótimo! Vários barzinhos lotados, parece ser uma região bem bacana pra se hospedar (fica pra próxima!), ao contrário do centro, que é bem deserto e não há opções pra sair à noite.

Depois de bater perna o dia inteiro voltamos para o apartamento. No caminho, aproveitamos pra passar na padaria e comprar o café da manhã do dia seguinte para economizar tempo (e $$$$ haha).

Todas as noites descarregávamos os cartões de memória das câmeras, por dois motivos básicos: evitar ficar sem espaço no cartão justo na foto do lugar mais top da viagem; e caso fôssemos vítimas de furto/assalto, não perderíamos TODAS as fotos da viagem. Por isso é legal levar notebook e/ou HD externo e deixar ele quietinho na segurança do hotel/apartamento/hostel.


Veja também o próximo post. Nele contamos como foi nossa visita à vinícola Concha y Toro 😉


 

Autor

Mineira, 30 anos, formada em Sistemas de Informação com Pós em Administração e Marketing. É apaixonada por viagens, principalmente aquelas que possibilitam visitar novos lugares e conhecer novas culturas. Passa horas na internet lendo relatos de outros viajantes e adora contar suas experiências nas redes sociais e no blog.

1 Comentário

  1. Olá!!!

    A vista da cordilheira é realmente um dos maiores atrativos de Santiago! 🙂

    Eu nunca peguei fila para subir o funicular: pelo visto dei sorte. Eu sempre subo por ele e desço de teleférico: visual maravilhoso. Ele termina no bairro da Providencia.

    As fotos estão lindas!
    Ana

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