O Atacama é um dos lugares mais surpreendentes que já conheci. A rica natureza do deserto mais árido do mundo associada ao clima extremo de altitude compõem paisagens inacreditáveis!

Mas toda essa beleza tem um preço, é claro! O Atacama não é um destino muito barato. Na verdade, não é nada barato – mas vale cada centavo, pode acreditar! 😀

San Pedro do Atacama (SPA para os íntimos rs) é a cidade base para quem chega ao deserto. O lugar é pequeno, com pouco mais de 6 mil habitantes, mas por estar isolado e por ser extremamente turístico, se dermos bobeira podemos deixar quase todo um bom dinheiro por lá!

Um simples sorvetinho em SPA pode custar facilmente 2.000 pesos – cerca de 12 reais. Hospedagem também não tem um preço muito amigável (uma diária em um hostel simples pode custar a bagatela de 400,00 por casal) e, se falarmos dos valores dos passeios, o céu é o limite!

Nós viajamos por 32 dias pela América do Sul, sendo que 06 (incríveis) dias foram no Atacama. Neste tempo que ficamos por lá, anotamos algumas boas dicas para economizar nesta trip.

Então, para sua viagem/mochilão não extrapolar o orçamento, confira o post até o final and save your money!


– Comida –

Restaurantes: escolha bem onde comer

Definitivamente, comer no Atacama não é barato. Um prato simples, como este aí da foto, pode custar facilmente 10.000 pesos chilenos (+ou- 60 reais). Então, saber onde comer em SPA é algo essencial para os mochileiros pé-rapados econômicos.

A dica de ouro é: fuja do centrinho de San Pedro. Lá, as coisas são beeeem inflacionadas.

Nós não sabíamos disso quando chegamos na cidade. No primeiro dia demos bobeira e fomos almoçar no Las Delícias de Carmen, um restaurante que, se comparado com outros da cidade, pode até ser considerado barato.
Pedimos uma filé de carne com batatas fritas e suco e (pasmem!) custou 18.000 pesos por casal – o que dá +ou- R$ 108,00. Se continuássemos assim, no final dos 32 dias de mochilão teríamos gastado R$ 3.456,00 só com almoços, o que, definitivamente, estava fora do orçamento.

Foi aí que no segundo dia descobrimos onde morava a felicidade: um lugar com comida muito boa e consideravelmente mais barata. Trata-se de uma calçada com vários restaurantes simples, chamados Los Carritos.

Para facilitar a localização, basta procurar o Mercado de Artesania de San Pedro (que fica pertinho da igreja) e atravessá-lo. A outra ponta do Mercado dá de frente ao Los Carritos.

Pra ser sincero, os restaurantes Los Carritos não são muito bonitos – inclusive são bem pequenos! Mas a comida é bem gostosa e é exatamente lá que muitos moradores de San Pedro almoçam e jantam.

Os cardápios dos restaurantes são bem parecidos, mas os preços podem variar um pouco, então vale a pena dar uma pesquisada.

Pagamos 8.800,00 pesos por casal (+ ou menos R$ 52,00) para almoçar no primeiro restaurante – o da foto acima, com pãezinhos e molhos de entrada, prato principal e suco/refrigerante.

Opção super econômica: Cozinhe você mesmo!

Se estiver hospedado em um hostel com cozinha, uma boa pedida é você mesmo preparar suas refeições.
Esta, inclusive, foi a nossa escolha (quando dava! 😝).

Cozinha do Hostel Laskar (onde nos hospedamos)
Geladeira compartilhada com alguns alimentos free! (sal, açúcar, óleo, temperos…)

Para se ter uma ideia, uma macarronada com atum para nós 4 (e que dava pra mais uma ou duas pessoas até rsrs) saía por volta de 6,500 pesos, cerca de 19,00 reais por casal. Compensa muito!

Ingredientes da Macarronada 🍝
queijo ralado – 1.300,00 pesos
02 latas de atum – 2700,00 pesos
macarrão espaghetti – 800,00 pesos
molho de tomate – 1700,00 pesos
cebola – 0,00 pesos (não gostamos de cebola)


– Bebidas –

Bebidas alcoólicas

Triste notícia para os alcoólatras de plantão: sim, beber no Atacama também é caro, e, dependendo, dá até cadeia!

No Chile existe uma lei absurda que proíbe a galera de tomar uma birita na rua. Você não pode sair por aí tomando sua cervejinha, senão a polícia vem e pá!, te deixa encrencado. Outra coisa super normal e saudável que não se pode fazer no Atacama: sentar em um barzinho para tomar uma cerveja sem pedir algo para comer. É isso mesmo: só bebe quem come, acredita?!

Masss, dizem por aí que no Bar Chela Cabur, você pode “socializar” 🍻 tranquilamente sem comer nada. Talvez eles tenham um licença, ou talvez sejam fora da lei mesmo kkk… Não fomos conferir essa informação, mas se você tiver a oportunidade, conte pra gente se é verdade. 😉

Quanto aos preços das bebidas, facilmente se paga 3.000 pesos (+ou- 18 reais) em uma cerveja de 300 ml nos restaurantes de San Pedro. Então, a dica mais uma vez é: leve as bebidas para o hostel e tome por lá.

Nas botellerias*** de SPA, se encontra garrafas de vinhos por 2000 pesos… e se você comprar os vinhos de caixinha, sai ainda mais barato!

*** Botelleria são lugares que vendem bebidas. Há uma botelleria um pouco antes da esquina do cruzamento entre a rua Calama e a Caracoles, ao lado do restaurante El Rincon del Viajero. (Faça um print disto, você vai precisar! 😝)

Beba água!

Como não só de álcool vive uma pessoa kkk, também vou deixar uma preciosa dica sobre água, item mais do que essencial no deserto.

A melhor opção é comprar garrafões de 6 litros e ir reabastecendo garrafas menores. Como o Atacama é muito seco, é necessário ir para os passeios com, no mínimo, 1 litro de água por pessoa. Nos passeios de dia inteiro, pelo menos 2 litros.

Em um garrafão de 6 litros, chegamos a pagar 1.750,00 pesos (+ou- 10,50 reais), sendo que uma garrafa de 1,6 litros custava 1.000,00 pesos (+ou- 6,00 reais).


– HOSPEDAGEM –


Outro ponto delicado em se tratando de San Pedro é hospedagem. A cidade tem incontáveis opções, mas, mais uma vez, nos deparamos com preços não muito atrativos.

Para quem não está com o dinheiro contado e pode se dar o luxo de ficar em um hotel 5 estrelas, saiba que o Atacama, apesar de toda a rusticidade, possui alguns dos melhores hotéis e resorts do Chile. Dentre eles estão o Tierra Atacama Hotel & Spa, o Explora Atacama, o Alto Atacama Desert Lodge & SPA e o Hotel Cumbres. A maioria destes hotéis ficam mais afastados de San Pedro, mas isso não é problema já que eles propiciam toda a facilidade para que o hóspede não precise sair, alguns, inclusive, são all inclusive. E se mesmo assim for necessário ir até San Pedro, alguns oferecem transfer até a cidade (mas vale a pena consultar antes, ok?).

Escolhendo o hostel

Voltando para o mochilão econômico, SPA também tem vários hostels, onde dá para ficar em quartos compartilhados ou pegar quartos individuais, mas sem muito (ou nenhum kkk) luxo.

Hostal Campo Base, La Casa de Matilde, Hostal Pangea e o Hostal Laskar são algumas das opções com boas avaliações no Booking e no Trip Advisor.

Algo que pode baratear bastante a sua estadia é reservar um hostel sem café da manhã. Em San Pedro existem vários lugares onde se pode tomar o “desayuno” de forma mais econômica. E para quem quiser economizar ainda mais, há a opção de fazer o seu próprio café!

É importante saber também que vários passeios saem muito cedo, antes mesmo do café da manhã ser servido nos hotéis, e, em alguns tours, a própria agência oferece o café.

Outro requisito que não deve ser deixado de lado ao se escolher um local pra ficar no Atacama é a distância do centro.

A cidade gira toda em torno da rua Caracoles, sendo que é nela que ficam a maioria dos restaurantes, lojas, casas de câmbio e agências de turismo, e, consequentemente, é de lá que saem a maioria dos passeios. Então, antes reservar um lugar muito longe, lembre-se que você terá que ir e voltar até a Caracoles várias vezes, muitas delas debaixo de um sol escaldante, muita poeira ou, dependendo da época, no maior frio. Investir em um lugar mais próximo é uma boa pedida!

Onde ficamos

Considerando todos estes fatores aí de cima, nós optamos por ficar no Hostal Laskar, em um quarto para quatro pessoas com banheiro privativo.

Este hostel tem cozinha compartilhada, quartos individuais ou coletivos, fica a menos de um quilômetro da Caracoles, oferece serviço de lavanderia, tem wi-fi e ao lado dele há duas mercearias.

Confira o review completo do Hostal Laskar aqui!

Trabalho X hospedagem

Outra dica pra quem está focado em viajar barato é a possibilidade de trocar trabalho por hospedagem.
No hostel em que ficamos, por exemplo, dois chilenos chegaram na recepção, perguntaram se poderiam permutar trabalho por estadia e o dono do hostel aceitou. No outro dia eles já estavam trabalhando. Pude perceber que no Atacama rola muito este tipo de troca, já que a demanda turística de lá é muito alta.
Pra quem tem interesse em viajar assim, indico o post do  blog o Melhor Mês do Ano que fala sobre uma plataforma específica para pessoas que querem trocar estadia por algum serviço específico, seja no Atacama ou qualquer outro lugar do mundo.


– Dinheiro –

Conversão

Como não poderia ser diferente, no Atacama a conversão também não é das melhores. Mas (quase sempre) é mais recomendável trocar dinheiro em San Pedro do que no aeroporto de Santiago ou na Bolívia.

A dica aqui então é: caso você passe por Santiago e resolva passear por lá, troque o necessário para sair do aeroporto e depois vá até a rua Agustinas, que fica no centro, e faça a troca em alguma das casas de câmbio que há nela.

Mas, se você desembarcar em Santiago e já for direto pra Calama – como a gente fez – faça o câmbio do mínimo necessário no aeroporto de Santiago, só mesmo o suficiente para comer algo e pegar o transfer ou ônibus de Calama até SPA.

Saques

Quanto a forma de levar dinheiro, existem duas opções mais comuns. Ou a gente leva tudo em espécie e se livra de IOF e afins, ou deixamos na conta e ficamos reféns das taxas altíssimas de bancos (o que não é muito interessante para quem quer economia).

Para se ter uma ideia, levamos quase todo o dinheiro da viagem com a gente e ainda assim no final do mochilão, já no Peru, tivemos que fazer três saques. A cada saque de 700,00 soles que fazíamos, pagávamos aproximadamente 24,20 reais de taxas bancárias (Santander) + 14 soles de taxa do caixa eletrônico + 46 reais de IOF + valor da conversão. E para piorar, o valor que dá para retirar nos caixas é bem baixo. Em Lima, onde sacamos, o máximo que conseguimos tirar por vez foi 700,00 soles, sendo que em alguns caixas o valor permitido era ainda menor.

Se a sua viagem for muito longa, talvez não dê para levar o dinheiro todo com você. Então sugiro que procure alternativas como o Wester Union ou TransferWise, que são instituições bancárias que permitem o envio de dinheiro para o exterior com taxas menores se comparadas aos saques em caixas eletrônicos. Para quem se interessar pelo assunto, indico a leitura do post Transferir Dinheiro para o Exterior do Blog Fui Ali.


– TRANSPORTE –

Esta dica é válida para quem estiver indo para San Pedro saindo de Santiago e estiver viajando com pelo menos mais uma pessoa.

San Pedro de Atacama não possui aeroporto, então para chegar lá, é necessário desembarcar em Santiago, pegar outro voo até Calama (+ ou – 2 horas) e depois seguir para San Pedro de ônibus, transfer ou táxi (+ ou – 1h20 de viagem).

Há a opção de ir de ônibus de Santiago até Calama também, mas pelos 1600 km de distância, a gente já descartou logo de cara!

Com relação aos vôos, não tem jeito: o negócio é ir monitorando os preços das passagens e torcer para aparecer uma promoção. Mas, com o transporte de Calama até San Pedro, dá pra economizar sim!
Logo que você desembarcar em Calama, vão aparecer milhares de pessoas te oferecendo transfer e táxi. Se você estiver sozinho, o transfer será a melhor opção, sendo que o valor cobrado no trajeto é de mais ou menos 12.000 pesos (+ou- 72 reais).

Mas, se você estiver com pelo menos mais uma pessoa, existe outra opção bem mais econômica. Neste caso, a melhor pedida é sair da muvuca da entrada do aeroporto e, já do lado de fora, negociar um táxi até o terminal de ônibus de Calama, e então pegar um busão até SPA.

Nós pagamos 8.000 pesos no táxi até a rodoviária, o que deu +ou- 48,00 reais. Como estávamos em 4, deu cerca de 12,00 reais por pessoa.

O ônibus até San Pedro custou 3.500 pesos por pessoa (+ou- 21 reais). Conclusão: o deslocamento saiu por 33 reais por pessoa. Uma economia de 78 reais por casal se comparado com o valor do transfer!
Clique para ver os horários de ônibus Calama X San Pedro do Atacama.


Fazer o mochilão para uma viagem longa, passando por regiões com climas tão extremos não é nada fácil! A mochila deve conter roupas para o frio, para o calor, medicamentos e muitos outros itens essenciais para o seu bem estar durante a viagem. Para te ajudar nesta tarefa, confira aqui as nossas dicas sobre o que levar em um mochilão pela América do Sul!


– PASSEIOS –

Porque não se deve economizar MUITO com passeios

Bem, de todos os itens que falei aí pra cima, eu diria que o menos indicado para se economizar muito é com passeios.

Primeiro, porque para economizar em passeios, você terá que deixar de fazer alguns deles ou terá que escolher empresas muito baratas.

A primeira opção eu já descartaria logo de cara. Como disse no comecinho do post, o Atacama é um lugar único no planeta! Se você deixar de fazer um passeio pensando em não gastar muito, provavelmente perderá a chance de visitar lugares tão incríveis que você jamais imaginou que existiam. Pelo menos essa é minha mais sincera opinião.
(E não! As coisas que vemos na travessia do Uyuni não são as mesmas que vemos no Atacama, não caia nessa conversa fiada)

A segunda opção também não é aconselhável. Como no Atacama o turismo não para de crescer, as empresas de turismo tendem a querer ganhar mais e mais (é claro!). Assim, muitas delas superlotam os passeios ou terceirizam para outras não muito confiáveis, que farão tudo correndo ou que poderão te levar em veículos caindo aos pedaços.

Mas isso não quer dizer que você precise ostentar no deserto, escolhendo empresas que cobram um rim por um “passeio gourmet” (o que, para mim, nem combina muito com o estilo rústico do Atacama).

Existem empresas intermediárias que possuem veículos próprios e que fazem seus próprios tours. Estas empresas, se não disponibilizam algum passeio, podem até repassar o cliente para outra empresa, mas alguma de confiança.

Este foi o caso da 123Andes, que foi a agência que fechamos todos os tours.

Impressões sobre a 123Andes

Quem nos atendeu na empresa foram o Elias e o Rafael, dois brasileiros gente finíssimas que nos ajudaram com toda a organização do roteiro no Atacama.

Fechamos todos os passeios com a 123Andes e curtimos demais. Os guias da agência foram sensacionais, muito pacientes, divertidos e realmente faziam de tudo para que tivéssemos a melhor experiência, inclusive trocavam itinerários para que pudéssemos pegar os lugares mais vazios, fugindo assim dos “horários de pico” de turistas em determinados locais.

Ricardo, o melhor guia do Atacama

Os cafés/almoços que foram servidos em alguns passeios também não deixavam a desejar. Sempre rolava um doce de leite que, vou te contar, era maravilhoso!

Os únicos passeios que contratamos com a 123Andes e que foram repassados para outras agências foram a subida do Lascar, a travessia do Uyuni e o tour astronômico.

Todos os passeios que fizemos, inclusive a travessia do Uyuni, terão posts específicos! Então, repito, não deixe de seguir as nossas redes sociais!


Contatos da empresa 123Andes:
Site: www.chileconectado.com.br
Whatsapp: +56 9 5238 6850


Bom pessoal, estas são as nossas dicas de como economizar no Atacama, mas certamente não são as únicas que existem. Se você também sabe alguma outra forma de economizar por lá, divida com a gente!

Um abraço!


Se você quiser saber um pouco mais sobre San Pedro do Atacama, indico a leitura do post “Conhecendo San Pedro do Atacama“, do blog Suas Próximas Viagens!


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Não deixe de conferir os outros posts sobre o Atacama

Author

Flávio é mineiro, formado em Direito e já morou em várias cidades diferentes. Tem a fotografia como hobby e o blog como forma de dividir com outros suas experiências e seus clicks.

8 Comments

  1. Excelente post! Você pode confirmar o endereço do hostel?

    Outra coisa, tentei usar o seu link do booking para fazer outras reservas e não funcionou.

    Um abraço.

  2. Eu confesso que não achei o Atacama um destino caro em hospedagem e comida. Eu comi super bem e mais barato que no Brasil. Mas os passeios são realmente caros, e valem cada centavo mesmo, hahaha. Ótimas dicas!

    • Geisiele Carvalho Reply

      Em relação aos outros lugares que já visitamos achei bem carinho, viu? Se comparado à Bolívia e ao Peru, então… Ficamos em lugares muito melhores por muito menos hehe

  3. Obrigada por citar o blog 🙂 e complementando a informação de saques… aqui no Chile, pra piorar a coisa, todo caixa cobra por saque! O mínimo é 4000 (banco estado), isso são 20 reais por saque 😱 se der pra evitar, eu recomendo!

    • Flávio Borges Reply

      Eita! É praticamente um assalto. Definitivamente, está cada dia mais difícil esta questão de dinheiro na viagem. Me sinto bem desconfortável em viajar carregando tudo em espécie, mas também me sinto mais desconfortável ainda em pagar todas estas taxas bancárias e impostos haha

      Quanto à citação do MMA, nós que agradecemos por compartilhar informações tão úteis com a gente! 😉

      Abraços!

  4. Pingback: Melhores Dicas para o Deserto do Atacama | Suas Próximas Viagens

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