Se você pensa que a Chapada dos Veadeiros possui apenas cachoeiras geladas, saiba que não é bem assim! Pra quem quer relaxar em meio à natureza ou renovar as energias depois das trilhas da Chapada, dar um mergulho nas  Águas Termais do Éden é uma excelente opção.


Se o nosso primeiro dia na Chapada foi bem intenso, com trilhas e cachoeiras, no segundo fizemos um passeio bem mais tranquilo. Demos prioridade para conhecer um pouquinho de Alto Paraíso, provar a culinária local, observar o famoso Jardim de Maytrea  e terminar o dia em uma relaxante piscina de águas termais😌


Conhecendo Alto Paraíso

No segundo dia de viagem, acordamos um pouquinho mais tarde, já que a ideia era ter um dia mais relax. 

A estrutura do Camping Viveiro é bem legal, contando com uma cozinha de uso compartilhado, geladeira, cafeteiras, pratos, copos e talheres, fogão e duas áreas maiores com mesas para a galera se reunir e fazer as refeições.

Fábio e Mônica fizeram algumas comprinhas para o café da manhã em Brasília e depois dividimos o valor entre o grupo. É uma ótima dica para quem quer economizar! Teve suco, café, iogurte, ovos mexidos, pães, frios, biscoitos, etc. Parecia até café de pousada! haha

Depois do café, arrumamos as coisas que iríamos levar para o passeio e seguimos para o centrinho de Alto Paraíso.

Portal na entrada da cidade que lembra um disco voador

Informações importantes sobre Alto Paraíso

Alto Paraíso é uma das cidades que servem de base para muitos visitantes que passam pela Chapada. Localizada a 250 km de Brasília, a cidade é pequena mas possui estrutura suficiente para receber os visitantes.

A melhor pedida para se chegar na cidade – e para conhecer as várias cachoeiras da região – é ir de carro. Para isto, basta pegar a Rodovia GO-118, saindo de Brasília. Existe também a possibilidade de ir de ônibus, mas como as atrações turísticas da Chapada são longe umas das outras,  resta depender de carona ou contratar passeios saindo de Alto Paraíso – o que pode encarecer a viagem.

Artesanato de Alto Paraíso

A cidade conta com muitos campings, hostels e pousadas com preços para todos os bolsos, sendo que nos finais de semana e feriados os preços tendem a aumentar bastante.

No centro da cidade existem vários bares, restaurantes e lojas de artes e artesanato. Dependendo da hora, o centrinho fica bem cheio também – passamos por lá uma noite e a rua principal estava simplesmente lotada.

Sim. Em Alto Paraíso existe estacionamento reservado para ETs!

Outra característica bem diferente de Alto Paraíso é que a cidade é toda envolta em uma atmosfera mística, e a decoração da cidade e das lojas, hotéis e restaurantes mostra isso o tempo todo.

Muitos afirmam que todo o astral da cidade deve-se ao fato de que ela está posicionada bem em cima de uma imensa placa de quartzo que recebe e emana uma forte energia cósmica.

Há quem diga também que as vibrações da região de Alto Paraíso atraem todos os tipos de criaturas, inclusive extraterrestres – talvez seja por isso que existe estacionamento para naves espaciais por lá! 👽

Somado a tudo isso, Alto Paraíso ainda é cortada pelo paralelo 14, que também corta Machu Picchu, a lendária e mística cidade dos incas.


Fique ligado: 

  • Em Alto Paraíso existem muitas lojas que vendem lembrancinhas e artesanato, mas antes de comprar pesquise preços e negocie. A mesma coisa pode ser vendida por preços bem diferentes nas lojinhas de lá.
  • Lugares como a vila de São Jorge costumam ter preços mais atraentes que Alto Paraíso.
  • Ainda sobre economia: a Padaria Serve Bem, que fica na rua principal de Alto, é um bom (e econômico) lugar para tomar café da manhã. Pedimos pão com ovo (R$ 3,50 cada um), cafezinho (R$ 1,00) e café com leite (R$ 2,00). 
  • Quando estivemos por lá, a cidade estava sem nenhum caixa eletrônico para sacar dinheiro. Então se previna, leve todo o dinheiro que você estima gastar!
  • A cidade só possui um posto de gasolina – que inclusive é de bandeira branca. Sempre que for partir para uma cachoeira, lembre-se de checar a gasolina para não ficar na mão na estrada.

Centrinho de Alto Paraíso

Iniciando o nosso passeio pela cidade, logo de cara fomos conhecer as lojinhas do centro (e nos deparamos com alguns preços nada convidativos! 😯 ). 

Dei uma bobeira muito grande e resolvi comprar um imã de geladeira. Na prateleira em que estava o imã tinha uma etiqueta com o número 5 escrito, logo, achei que o preço era R$ 5,00. Só que quando fui pagar, fui informado que o preço do imã era R$ 28,00!!! Nunca paguei tão caro por um imã na minha vida! De qualquer forma fica o aprendizado, antes de comprar confirme com antecedência o valor do que está comprando.

No mais, vimos muitas coisas bonitas por lá: tapetes, quadros, artigos esotéricos, roupas, lembrancinhas….

Depois do assalto da compra, fizemos uma pausa para um picolé. Aquele calorão tava pedindo! 😓

Picolé de cajá!

Depois de muito perambular,  foi batendo aquela fome e seguimos para o rancho do Waldomiro.


Rancho do Waldomiro

O Rancho do Waldomiro é outro lugar obrigatório de se visitar! Ele é muito simples e um tanto rústico mas carrega consigo toda a cultura e tradição do Cerrado.

O rancho está localizado na rodovia GO-239, bem próximo ao Morro da Baleia, e fica a 19 km de Alto Paraíso, sentido São Jorge.

Rancho do Waldomiro feito com palhoça

Apesar de estar sinalizado, é importante ficar de olho na estrada para não errar a entrada do rancho. Eu mesmo passei direto e tive que andar um pouquinho para conseguir retornar.

O prato principal do Rancho do Waldomiro é a matula, um prato típico do Cerrado.

A matula é uma comida pesada e bem calórica e por isso serviu de alimentação para os tropeiros que passavam pela Chapada dos Veadeiros. 

Se você não come carne, não se preocupe! No Rancho do Waldomiro também é servida a matula vegetariana. 😉

Ela é um feita de tutu de feijão branco, açafrão e carne. Como acompanhamento vem farofa de carne seca + mandioca frita + arroz + abóbora + tomate.

A matula pode ser servida em pratos individuais (prato feito) ou pratos comerciais (à vontade). Mesmo para quem é bom de prato – por experiência própria – o prato individual serve muito bem. Eu escolhi ele e, no final, nem consegui comer tudo!

Pelo prato, pagamos R$ 25,00

Matula

Outro ponto forte do Rancho são os licores e cachaças artesanais produzidos lá mesmo!

São vários os sabores, incluindo frutas típicas do cerrado. Jenipapo, gengibre, mangaba, jatobá, buriti, pequi, jabuticaba, pitanga, maracujá e cana de açúcar são apenas alguns dos sabores disponíveis.

E o melhor de tudo: todos ficam expostos em uma mesa para quem quiser experimentar. Só tome cuidado para não se empolgar e sair de lá trocando as pernas 😂

Já sabe: se beber, não dirija!

Licor de Maracujá

Cada garrafa de licor sai por R$ 25,00. Adquirimos um exemplar de mangaba! 😀

Depois que almoçamos e provamos as cachaças/licores, era hora de seguir. Pegamos novamente a rodovia GO-239 no sentido São Jorge e depois de 2km de estrada, vimos a placa indicando a entrada para o Jardim de Maytrea.


Jardim de Maytrea

 Para chegar no mirante do Jardim de Maytrea é necessário deixar o carro no acostamento da rodovia e seguir por uma pequena trilha. O Jardim fica protegido por uma cerca de arame, então você só poderá observá-lo de longe. 
Há quem diga que este ponto é somente um mirante, mas para algumas pessoas vai muito além disso!

O Jardim de Maytrea é um grande descampado que fica dentro do Parque Nacional. A amplitude do lugar impressiona, e a linha de buritizais no horizonte dá um toque todo especial à paisagem. 

Este lugar é tido como sagrado por muitas crenças, já que há a mística de que o Jardim guarda uma energia muito forte! A própria palavra Maytrea significa “deus”.

Jardim de Maytrea

Sensitivos que passaram por lá ou mesmo que viram fotos do Jardim de Maytrea afirmam que sobre o jardim paira um templo etéreo.

Bem, estivemos no Jardim de Maytrea por duas vezes (uma à noite, inclusive) e não vimos qualquer tipo de atividade paranormal e nem muito menos esse templo espiritual de outra dimensão, mas saímos de lá com uma certeza: realmente o lugar é lindíssimo!

Nós não encontramos, mas se você ver um templo celestial nesta foto, por favor, nos conte como ele é =)

Águas Termais do Éden

Depois de passar a manhã andando de um lugar para o outro, já estávamos cansados e doidos para curtir uma piscina de águas termais.

Calçadão que dá acesso às piscinas

Assim, pegamos a estrada novamente e fizemos uma parada estratégica em São Jorge para comprar gelo para as bebidas que estávamos levando.

Então já fica a dica: leve um lanchinho e o que for beber. Nas Águas Termais do Éden existe um restaurante que vende, mas ele é relativamente longe das piscinas, então não rola ficar indo e voltando até ele para buscar comidas/bebidas.

Até um tempo atrás, era permitido entrar com isopor de bebidas, mas, quando fomos, o funcionário que fica na portaria das Águas Termais do Éden nos informou que não poderíamos entrar com o nosso isopor. Se quiséssemos levar nossa bebida teríamos que comprar alguma coisa no restaurante para que eles emprestassem um isopor minúsculo.

Não sabemos se esta regra é válida para todos os dias, ou se era exclusiva para o feriadão, com a intenção de que os turistas consumissem no restaurante.

As piscinas estavam um pouco cheias, mas, por ser feriadão, esperávamos mais gente ainda!

Para quem quiser se hospedar por lá, há a opção de ficar na Pousada Éden Águas Termais.
As Águas Termais do Éden ficam no sentido Colinas do sul e a 14 km da Vila de São Jorge. Quando estivemos lá (outubro/2017), a estrada que dá acesso às Termas estava sendo asfaltada, então pegamos partes de asfalto e partes de terra.

Para entrar na área de piscinas, é necessário pagar, na entrada, R$ 20,00 por pessoa. O estacionamento não é cobrado.

As  Termas estão localizadas em um reserva ambiental e são compostas por três piscinas bem rústicas e que possuem pedrinhas arredondadas no fundo. As piscinas ficam muito próximas uma da outra e são cercadas por uma mata densa e nativa.

A pegada do lugar é relaxamento e conexão com a natureza. Por isso existem algumas regras por lá:

  • Não é permitido pular na piscina.
  • Não é permitido fumar no local.
  • É aconselhável falar baixo, para não atrapalhar o sossego do lugar.
  • Leve o seu lixo embora com você.



Apesar de serem termas naturais,  a água das piscinas não é muito quente – a temperatura oscila entre 28 e 33 graus.

Da esquerda para a direita: Geisi, Flávio, Fábio, Thiago (no fundão), Fabi, Carol, Maurício e a Mônica (tirando a foto)

Enquanto estávamos curtindo a piscina, escutamos alguns gritos bem altos, e quando olhamos para o céu, passava um casal de araras canindé. Elas são bem comuns na Chapada!
Para chegar até as piscinas, atravessamos a mata por meio de um calçadão de pedra. A distância da caminhada é bem curta, +ou- 200 metros.

Logo que entrei na piscina já percebi que não iria sair dali tão cedo! A água estava morninha, uma delícia…

Sauna

Nas Águas Termais do Éden ainda existe uma sauna, mas ela não estava funcionando quando fomos.

Quanto a banheiros, perto da piscina até tem um (unissex), mas talvez por ser feriado, achamos ele bem precário e bem sujo.

Uma dica que pegamos com os nossos guias (Fábio e Mônica do Leve sem Destino) foi de ficar na primeira piscina. Ela costuma ser mais quente que as demais.

Ficamos de molho durante umas três horas e só saímos por um motivo muito justo: tínhamos uma reserva na Pizzaria Vila Chamego (Alto Paraíso) à noite. 🍕🍕😍😍


Pizzaria Vila Chamego

Pegamos o caminho de volta, chegamos no camping, tomamos banho rapidinho, nos arrumamos e fomos para a pizzaria Vila Chamego à pé. 

A caminhada não é longa, do camping até a pizzaria dá aproximadamente 1km. Se for caminhar, lembre-se de usar um sapato/sandália confortável, ok?

A pizzaria tem um clima bem gostoso: a iluminação é feita com luzes fracas e velas, o que deixa o ambiente ainda mais charmoso e aconchegante. A música ao vivo também é um ponto super positivo.

Os funcionários da pizzaria foram muito simpáticos e pacientes – derrubamos cerveja na mesa três vezes e ninguém nos xingou 😁

A pizza é feita na pedra e o molho de tomate é produzido pela própria Pizzaria. Todas as pizzas têm massa fininha e são bem recheadas. Resumindo: as pizzas são uma delícia!

Se você tiver oportunidade, dê um pulinho na Vila Chamego para saborear uma pizza também. Tenho certeza que vai curtir!

Endereço da Vila Chamego: Rua Coleto Paulino, s/nº, Alto Paraíso


Se quiser mais informações sobre a Vila Chamego, clique aqui e acesse o review completo feito pelo Blog Leve sem Destino. 


Planeje sua viagem com a gente!

O Viajando na Janela participa de alguns programas de afiliados. Quando você faz suas reservas através dos nossos links, além de garantir um serviço de excelente qualidade pelo menor preço, recebemos uma pequena comissão que auxilia na manutenção do Blog e você não paga nada a mais por isso! Agradecemos de 💚


Gostou deste post? Então curta nossa fanpage e acompanhe tudo o que rola por aqui! Logo, logo teremos mais sobre a Chapada! Até lá!
 


 

Escrito por

Flávio é mineiro, 29 anos, cursa direito e trabalha como administrador público. Mesmo com os estudos e o trabalho, sempre aproveita suas férias e feriados para dar uma esticadinha por ai. Tem a fotografia como hobby e o blog como forma de dividir com outros suas experiências e seus clicks.

1 Comment

  1. Muito bom o post! Que saudade da Chapada. Foi tudo muito bom. Espero voltar em breve e viver mais aventuras. Parabéns.

Deixe seu comentário!